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De onde vem o seu bife: o boi subiu nos dez maiores estados

O bife na mesa tem uma conta que começa na porteira: em 2026 o produtor recebeu R$ 249,2 bilhões pelo boi, recorde da série, com alta em dez estados — sete deles respondendo por 75% do total.

27 de setembro de 2026·1 min de leitura·Conselho Editorial soudacarne
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Comece pelo prato e volte até a porteira. O bife na sua mesa tem uma conta que começou antes do açougue: no que o produtor recebeu pelo boi. Em 2026, esse valor chegou a R$ 249,2 bilhões — alta de 10,8%, recorde da série histórica e quatro vezes o valor de 2000 (MAPA/SPA/DAEP, prévia de agosto/2026, valores reais).

O boi subiu nos dez maiores estados produtores de uma vez só. Sete deles — Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Minas Gerais e Rondônia — respondem sozinhos por 75% de tudo que o país pagou na porteira pelo boi. Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins completam a lista dos dez, todos também em alta no ano.

Dentro da pecuária, o boi andou sozinho. Enquanto ele subia 10,8%, suínos caíram 24,4%, frango recuou 8,4% e ovos, 8,5%. O leite também caiu no acumulado do ano (−1,3%), mas vem subindo há cinco meses seguidos. Nenhuma outra proteína animal teve o desempenho do boi em 2026.

É importante separar as contas: VBP é o que o produtor recebeu na porteira, não é lucro nem é o preço de vitrine do açougue. Entre a porteira e o consumidor final entram frigorífico, frete, imposto e margem de cada elo — outras contas, que a série de VBP não mede. Mas é na porteira que a conta do seu bife começa.

O prato é a parte visível de uma cadeia inteira que passa por pasto, transporte e abate antes de chegar à mesa. Você sabe de que estado vem o bife que você compra?

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